Ações disparam após lucro forte puxado por iPhone, mas chips e IA entram no radar

Economia Tecnologia
As ações da Apple (AAPL) avançam nesta sexta-feira (1º), depois de a companhia divulgar resultados acima do esperado no segundo trimestre fiscal, impulsionados pelo desempenho do iPhone — ainda que com sinais de pressão no horizonte.

Por volta das 11h20 (horário de Brasília), os papéis subiam mais de 5% na Nasdaq Composite.

A gigante de tecnologia reportou lucro líquido de US$ 29,58 bilhões no período, alta de 19% na comparação anual. O lucro por ação ajustado ficou em US$ 2,01, superando a projeção de US$ 1,97 compilada pela FactSet.

A receita somou US$ 111,18 bilhões, avanço de 16% na base anual e também acima das estimativas do mercado, que apontavam para US$ 109,45 bilhões. Trata-se do maior crescimento trimestral em mais de quatro anos.

O principal motor seguiu sendo o iPhone: as vendas do dispositivo cresceram 21,7%, chegando perto de US$ 57 bilhões, em meio a um ciclo ainda forte de substituição de aparelhos.

Apesar do resultado robusto, a companhia reconheceu limitações na oferta de chips avançados, que restringiram um desempenho ainda melhor. Segundo o diretor financeiro, Kevan Parekh, a escassez de componentes segue sendo um gargalo relevante.

Chips e IA começam a disputar espaço

Parte dessa pressão vem da mudança na dinâmica da indústria de semicondutores. A TSMC, principal fornecedora da Apple, tem direcionado mais capacidade produtiva para clientes ligados à inteligência artificial, como a Nvidia.

Esse movimento reflete uma tendência mais ampla no setor: a corrida global por infraestrutura de IA está elevando a demanda por chips de última geração e pode reconfigurar prioridades dentro da cadeia.

Ao mesmo tempo, o mercado começa a olhar com mais atenção para o impacto financeiro dessa disputa. Empresas como Alphabet, Meta Platforms e Microsoft já indicaram aumento expressivo nos investimentos, com expectativa de que o capex combinado supere US$ 600 bilhões em 2026.

China surpreende positivamente

Outro destaque do trimestre foi a retomada das vendas na China. Após um período de desempenho mais fraco, a Apple registrou crescimento de 28% nas vendas de iPhones no país, sinalizando melhora na demanda local.

Transição no comando

O resultado também marca a reta final da gestão de Tim Cook. A companhia já anunciou que John Ternus assumirá o cargo de CEO a partir de 1º de setembro.

Fonte: https://www.moneytimes.com.br

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