A CBF (Confederação Brasileira de Futebol) anunciou nesta quinta-feira (14) a renovação do contrato com o treinador da seleção brasileira, Carlo Ancelotti, por mais quatro anos, até a Copa do Mundo de 2030.
O anúncio ocorre a pouco menos de um mês do início da Copa do Mundo deste ano, que acontece entre 11 de junho e 19 de julho nos Estados Unidos, no México e no Canadá.
“A permanência de Ancelotti no comando da seleção brasileira reflete não apenas o respaldo da CBF no trabalho desenvolvido pelo treinador, mas também a confiança conquistada por ele junto ao elenco e à torcida brasileira desde sua chegada”, afirmou a confederação em nota.
Desejo antigo do ex-presidente da CBF Ednaldo Rodrigues, o italiano está à frente da seleção desde maio de 2025.
Em um ano no comando da seleção, Ancelotti dirigiu o time em dez jogos. Foram cinco vitórias, dois empates e três derrotas, com aproveitamento de cerca de 56,6%. A equipe marcou 18 gols e sofreu oito.
“Há um ano cheguei ao Brasil. Desde o primeiro minuto, entendi o que o futebol significa para este país. Há um ano, estamos trabalhando para levar a seleção brasileira de volta ao topo do mundo. Mas a CBF e eu queremos mais. Mais vitórias, mais tempo, mais trabalho”, disse Ancelotti.
“Estamos muito felizes em anunciar que continuaremos juntos por mais quatro anos. Vamos juntos até a Copa do Mundo de 2030. Quero agradecer a CBF pela confiança. Obrigado, Brasil, pela calorosa recepção e por todo o carinho”, acrescentou o treinador.
O presidente da CBF, Samir Xaud, disse que a renovação representa “mais um passo firme do nosso compromisso de oferecer à seleção pentacampeã do mundo uma estrutura cada vez mais forte, moderna e competitiva”.
Único treinador a ter conquistado títulos nacionais em todas as cinco principais ligas europeias e detentor do recorde de cinco títulos da Champions League como técnico, além de dois como jogador, Ancelotti acumulou passagens por gigantes europeus como Real Madrid, Paris Saint-Germain, Milan, Juventus, Chelsea e Bayern de Munique.
No primeiro trabalho à frente de uma seleção, assumiu o comando do Brasil cerca de três meses depois da saída de Dorival Júnior, demitido por Ednaldo Rodrigues após a goleada por 4 a 1 diante da Argentina, no Monumental de Núñez, em Buenos Aires, pelas Eliminatórias.
A estreia aconteceu em Guayaquil, no Equador, pela 15ª rodada do classificatório para o Mundial, que terminou em um empate sem gols contra o time da casa.
A primeira vitória viria logo na sequência, por 1 a 0, contra o Paraguai, na Neo Química Arena, em São Paulo, quando a seleção brasileira garantiu sua classificação para a Copa na América do Norte.
O Brasil completou sua participação nas Eliminatórias com uma vitória por 3 a 0 sobre o Chile, no Maracanã, e com uma derrota por 1 a 0 para a Bolívia na altitude da cidade boliviana de El Alto, a 4.150 metros acima do nível do mar.
Em seguida, em amistosos preparatórios, acumulou vitórias sobre Coreia do Sul, Senegal e Croácia, e derrotas para Japão e França, além de um empate com a Tunísia.
Na próxima segunda-feira, 18, o italiano realiza a convocação dos 26 nomes para a disputa da Copa.
A maior expectativa gira em torno da presença ou não de Neymar na lista. Em recente entrevista, o italiano elogiou o jogador do Santos. “Ele melhorou muito recentemente e está jogando com regularidade”, disse o treinador.
Na sequência, os selecionados se apresentam para o início dos treinamentos, que deve acontecer na Granja Comary, em Teresópolis. A despedida do público brasileiro será em amistoso contra o Panamá, no Maracanã, no dia 31 de maio, antes do embarque para os Estados Unidos.
O Brasil ainda joga contra o Egito, no dia 5 de junho, em Cleveland, Ohio, antes de fazer sua estreia no Mundial oito dias depois contra o Marrocos, no MetLife Stadium, em East Rutherford, nos arredores de Nova Jersey.
Depois, a equipe de Carlo Ancelotti vai encarar o Haiti, no dia 19 de junho, no Lincoln Financial Field, na Filadélfia. A seleção encerra sua participação na fase de grupos contra a Escócia, em 24 de junho, no Hard Rock Stadium, em Miami.
Fonte: https://www1.folha.uol.com.br
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