Pilar de Ancelotti na seleção quer Neymar na Copa do Mundo

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Principal pilar do técnico Carlo Ancelotti na seleção brasileira, titular absoluto no meio de campo do time que irá à Copa do Mundo (em junho e julho na América do Norte), Casemiro fez defesa contundente da presença de Neymar entre os convocados.

“Está muito claro: o Neymar não precisa provar nada a ninguém”, disse o volante de 34 anos do Manchester United, que irá para sua terceira Copa do Mundo, à ESPN. “Ele é o craque do time, o cara do time.” Ressaltou o “talento” que “ele tem com a bola nos pés”.

O camisa 5, que afirma ser “grande fã” e “grande amigo” do atacante, enfatizou o que Ancelotti falou diversas vezes: se Neymar comprovar parte física salutar, estará na lista de convocados para o Mundial nos EUA, no Canadá e no México, independentemente de não ter sido chamado até aqui desde que o italiano assumiu o cargo, em maio do ano passado.

“Se estiver bem fisicamente, não tem nem discussão: tem que ir”, decretou Casemiro.

Estou de acordo com Casemiro e vou além, repetindo o que escrevi antes: Neymar é necessário na Copa, mesmo que não esteja 100%.

Talvez não para ser titular (e ele precisaria entender e aceitar isso), mas para ser acionado quando a equipe precisar de um diferencial, alguém que dê um toque a mais de inteligência e criatividade nas ações ofensivas e que possa definir na bola parada, em uma cobrança de falta, por exemplo.

Preferência técnica à parte, deve-se questionar o essencial: Neymar, 34, que conviveu nos últimos anos com lesões, está bem fisicamente?

A menos de duas semanas para a convocação da seleção para a Copa, o camisa 10 voltou a fazer um gol, depois de um intervalo de cinco partidas. Foi no 1 a 1 do Santos diante do frágil Recoleta no Paraguai, nesta terça (5), pela Copa Sul-Americana.

Relevante: não foi de pênalti ou falta, mas com a bola rolando. Recebeu passe de Rollheiser na área e chutou no canto do goleiro.

Também relevante: jogou relativamente bem (não adianta estar em campo e ser, utilizando a linguagem do BBB, uma planta). Foram cinco finalizações, sendo duas na direção do gol (a primeira acabou nas redes) e uma na trave (de falta). Movimentou-se e acertou 86% dos passes. Perdeu a bola muitas vezes, porém só perde quem arrisca dribles, tenta algo diferente. Sofreu nove faltas, sendo bastante visado.

Muito relevante: jogou do começo ao fim do jogo, o que mostra que o corpo está aguentando, suportando o nível de exigência.

Relevantíssimo: tem sido constante o capitão do time santista atuar todo o tempo (os 90 minutos mais acréscimos). Desde o começo de abril, é a sétima vez que acontece. Não ser substituído significa resistência, e resistência significa boa forma física: fôlego e músculos em dia.

É preciso salientar que nesse período Neymar foi poupado de duas partidas do Santos, como visitante, pelo Campeonato Brasileiro: Bahia e Palmeiras. Para descansar, na primeira delas (ou seja, apresentava algum desgaste físico), e para evitar risco maior de lesão, na segunda, devido ao gramado sintético da arena palmeirense.

Restam três jogos pelo clube até a convocação de Carletto: Bragantino, no domingo (10), pelo Brasileiro, Coritiba, na quarta (13), pela Copa do Brasil, e Coritiba de novo, no domingo (17), pelo Brasileiro. O primeiro e o último serão na Vila Belmiro. O do meio, no Couto Pereira, no Paraná.

Se continuar a suportar uma elevada carga de minutos, não se contundir e tiver um mínimo de eficiência técnica, é, conforme o discurso de Ancelotti, perfeitamente plausível, e até esperado, que Neymar tenha seu nome proferido pelo técnico na sede da CBF, no dia 18, no anúncio dos 26 convocados.

Fonte: https://www1.folha.uol.com.br
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